domingo, 30 de março de 2014

PREFEITURA DE BH QUER COBRAR R$ 33 MIL POR ANO PARA A REALIZAÇÃO DO DUELO DE MCS EM ESPAÇO PÚBLICO

Uma movimentação arbitrária vem boicotando a realização de eventos importantes para a cultura urbana e o hip hop em Belo Horizonte. Desde 2007, o coletivo Família de Rua seguia de boa promovendo seus bonitos encontros semanais, o Duelo de MCs e o Família de Rua Game of Skate, no Viaduto Santa Tereza, sem enrosco algum ou danos para a cidade. Muito pelo contrário, já que o objetivo sempre foi o de estimular a formação cultural e a livre expressão artística nessas reuniões, que chegam a atrair cerca 5 mil pessoas de diferentes cantos da capital mineira. Nenhum ingresso jamais foi cobrado, nenhum lucro jamais foi previsto, o fim de tais iniciativas, argumenta Pedro Valentim, porta-voz do coletivo, é a pura celebração da expressão urbana.

A fita toda é que, pela primeira vez nesses sete anos, os encontros estão há quatro meses sem o licenciamento prévio da prefeitura. Afinal, de caráter independente e sem fins lucrativos, os eventos deveriam ter seu direito de uso do espaço público garantido por meio da isenção de taxas públicas. Desde o início de fevereiro, quando o Viaduto Santa Tereza foi fechado para reforma, a Família de Rua optou por realizar o Duelo na Praça João Pessoa, que fica ali na interseção das avenidas Brasil e Bernardo de Monteiro, no bairro de Santa Efigênia, e o Game of Skate, por sua vez, na Praça Sete. Mas a prefeitura de BH não garantiu, no ato da solicitação dos alvarás, a isenção de taxas, sob alegação de restrições da legislação eleitoral. Para funcionar, o Duelo teria que pagar R$ 700 por semana para o Município – o equivalente a mais de R$ 33 mil por ano [UPDATE: erramos anteriormente nas contas. Perdão, não somos bons de matemática, e metemos um zero a mais na fita, e estávamos ERRADOS. Mal aí, Prefas de BH. Mas 30 conto por ano aida é uma puta grana]. O argumento é frágil, já que essa lorota nunca havia sido mencionada nos anos anteriores.

Na tarde desta quinta (27), a Família de Rua esteve em uma reunião convocada pela Regional Centro-Sul, com o pretenso objetivo de encontrar uma solução para tais questões. A Regional Centro-Sul, apoiada pela Secretaria Municipal do Governo, Fundação Municipal de Cultura, Coordenadoria da Juventude e Gestão Compartilhada, propôs, segundo Valentim, que o coletivo oferecesse "contrapartidas sócio-culturais para garantir o licenciamento dos encontros". Informou também que a Praça João Pessoa, anteriormente cedida para acolher o Duelo, não está mais autorizada. É como se a cultura hip hop não fosse reconhecida como manifestação de benefício cultural e social para a cidade, configurando uma infração que exigisse o cumprimento de medidas compensatórias. Bizarro.


Troquei uma ideia com o Pedro Valentim para saber qual postura que a Família vai tomar para tentar vencer essa pilha errada. Se liga no papo:

Noisey:Então, mano, quer dizer que estão querendo proibir os encontros de vocês? É isso?
Pedro Valentim: Cara, estão nos impedindo de toda forma de continuar fazendo os encontros que realizamos há sete anos por aqui. Querendo impor a lógica da burocracia o tempo todo. Cada hora é uma novidade.

Começou faz tempo essa movimentação?
Foi logo no começo de 2014. O ano entrou e, mais uma vez, estamos tendo que fazer uma articulação monstra pra viabilizar o Duelo de MCs e o Família de Rua Game of Skate, encontros que realizamos na rua em Belo Horizonte desde 2007.

Quais são exatamente os obstáculos que eles estão impondo?
Esse ano estão se baseando na legislação eleitoral, o que nunca rolou anteriormente, mesmo em anos eleitorais. Não querem nos licenciar, nem emitir o alvará com isenção das taxas obrigatórias. Os encontros são independentes e não podem pagar a média de R$ 700 por semana que está sendo pedida. Daí agora vieram como uma proposta de oferecermos contrapartidas para nos darem esse licenciamento. Mas entendemos que o que fazemos já são naturalmente contrapartidas sócio-culturais e não aceitamos essa barganha tosca. Temos licenciamento e isenção de todas as taxas desde o início do trampo, e agora vieram com essa. E tem outra: já sabemos, através do posicionamento do procurador geral do município, que existe uma brecha nessa lei, e que ações como as nossas, independentes, sem fins lucrativos e apartidárias, podem sim ter essa isenção garantida.

As taxas cobradas agora pela PBH são relativas a taxa de licenciamento, no valor de R$ 144, além de R$ 0,85 por metro quadrado utilizado. Tem também a obrigatoriedade de locação de banheiro químico, que custa uma média de R$ 600 por edição. Especialmente este ano, ficou atribuído ao coletivo a responsabilidade por uma série de aspectos exigidos por conta da Copa do Mundo, entre eles deslocamentos e rotas do público alvo, croquí de montagem, peças e meios de divulgação dos encontros. Tais exigências, além de privatizarem o espaço público e restringirem o direito de ocupar a cidade, desconsideram o caráter independente e alternativo do Duelo de MCs e do Game of Skate, ações estritamente relacionadas à cultura urbana. Curiosamente, a reforma do Viaduto Santa Tereza foi iniciada sem aprovação do IEPHA – Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico –, órgão responsável pelo tombamento patrimonial.


Se os eventos são reuniões livres e não têm fins lucrativos, por que os caras se veem no direito de cobrar?
Precisamos do alvará porque usamos equipamento de som e temos que nos resguardar quanto a isso. Mas não justifica a cobrança, os encontros são livres, abertos, sem cobrança de ingressos, roletas, grades ou qualquer coisa desse tipo. E o mais bizarro é que, anteriormente, nunca fomos cobrados, mesmo em anos eleitorais, como rolou em 2008, 2010 e 2012.

Você acha que isso está ocorrendo porque querem dar um jeito de boicotar a expressão da cultura hip hop?
Estamos desde fevereiro nesse luta. E, por outro lado, o Viaduto Santa Tereza, local de realização do Duelo de MCs e do Game of Skate, além de outros movimentos, o maior palco de resistência política e cultural da cidade, está fechado para obras e o povo não pode ocupá-lo. Isso em ano de Copa do Mundo e eleições. Pensa bem...

É muita coincidência os caras inventarem uma reforma bem nesse momento. Parece estratégia para eliminar a reunião do pessoal por ali...
Isso. O projeto da reforma é algo até importante para o espaço, mas ele começou de forma bem arbitrária, estranha e num momento muito chave. Foi criado um movimento chamado Viaduto Ocupado, para exigir a transparência e a participação popular no contexto dessa obra, e estamos nessa luta também. Chamamos um duelo na última sexta, dia 21, na porta da prefeitura em protesto. Deu uma repercussão massa. Eles recuaram, nos chamaram pra essa reunião de ontem, e nos deram essa facada nas costas, com a história das contrapartidas.

Vocês vão acatar as imposições da prefeitura? Qual é o plano de ação?
Consideramos a proposta da prefeitura um absurdo e, portanto, não a acatamos. Isso significa que continuamos impedidos arbitrariamente de realizar o Duelo e o Game e de exercer nosso direito legítimo de ocupar os espaços da cidade com o hip hop e o skate. Diante disso, o próximo passo é solicitar um parecer da Procuradoria Geral do Município. Nos fundamentamos no argumento do próprio Procurador Geral do Município, Rúsvel Beltrame, que em matéria publicada no jornal O Tempo, no último dia 19 de março, afirmou que atividades de caráter independente e apartidários, podem, sim, receber isenção das tais taxas públicas mesmo em anos eleitorais. Garantir nosso direito exige um grande esforço e muito trabalho e, felizmente, não estamos sozinhos. Vem sendo fundamental a parceria jurídica do coletivo Margarida Alves, o apoio integral da Pacto, da Real da Rua, dos parceiros que acompanham de perto a peleja e de geral que soma forças nessa luta. Seguimos na batalha.


Siga o Família de Rua no Twitter: @familiaderua
Autoria de: Eduardo Ribeiromar 28 2014
Fonte: http://noisey.vice.com/

sexta-feira, 14 de março de 2014

Participe da Campanha - Postais das Periferias - 2014

A campanha dos Postais das Periferias teve sua primeira versão em 2012, além do enorme sucesso nas redes sociais, chegou a ser destaque em diversos veículos de comunicação, dentro e fora do Brasil. Os Postais da Periferia tiveram o intuito registrar e difundir as belezas singulares da periferia, estimulando assim, práticas positivas que legitimem olhar e leitura de mundo que os moradores possuem do lugar onde vivem.

Como já diz o slogan do Mídia Periférica “A Informação é a Nossa Arma”, os postais tem a intenção de permitir que as pessoas que morem em comunidades possam mostrá-las para que todos conheçam, através das armas de comunicação que existe na mão de cada um: smartphone, tablets, notebook, câmera digital.

Em 2014, voltamos com a campanha dos Postais das Periferias, para divulgar e registrar, mais uma vez, as belezas que existem nas comunidades. Como também é de nosso desejo incentivar a autoria e autonomia, cada pessoa pode mandar sua fotografia de maneira colaborativa, valorizando assim a diversidade e o processo criativo e construtivo que cada morador possui sobre a sua comunidade, que possam abranger as dinâmicas sociais dos lugares onde as pessoas se reúnem para conversar nos fins de semana, jogar uma pelada no fim de tarde, tricotar, além das cores que se misturam nas feiras, entre as frutas, pessoas, sacolas e texturas ou ainda num singelo pôr-do-sol.

Os postais que são produzidos pelos correios, possuem imagens de praias e lugares pouco frequentados pelos moradores de periferia, sendo valorizados por serem pontos pertencentes ao mapa turístico da cidade, não existe os bairros periféricos, mas a periferia deve ser valorizada, as pessoas que residem por lá, devem ter algo para elevar a autoestima, a cidadania e o sentimento de pertencimento, pois em muitas comunidades a violência não é predominante. Numa cidade onde o turismo é a maior fonte de renda, porque não trazer a atenção dos que vem de fora para nossa comunidade, o governo tem que realizar um trabalho de turismo de base local, para que sejam formados guias de turismo dentro das comunidades.

Como Participar:

Você pode mandar suas fotos, feitas por celular, máquina digital, câmera profissional, ou como quiser, para o endereço de email: midiaperiferica@gmail.com;
Quem quiser, também pode mandar por mensagem no facebook, segue o link da Fanpage: facebook.com/mídia.periferica;

Vamos mostrar a nossa periferia, como ela deve ser vista, com nosso olhar, com a beleza que vemos nela, e não deixar que os meios midiáticos sensacionalistas, marginalizem as nossas quebradas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Apoie a periferia na comunicação pública

Está aberto o processo para escolha dos novos membros do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A sociedade civil pode indicar cinco nomes, e pelo menos uma delas pode ser ocupada por alguém que represente experiências que não tem o devido espaço nos meios de comunicação tradicionais.

No Brasil a exclusão tem lugar, cor e idade determinada: são os jovens negros e da periferia. Por isso, Enderson Araújo, um dos fundadores do Mídia Periférica de Salvador, Bahia, apresenta uma candidatura para esse espaço. Enderson dialoga com as práticas cotidianas das comunidades que tem conseguido emergir na internet, produzindo conteúdos culturais sob inovações estéticas e uma articulação social ancorada nas vozes das ruas.

A candidatura tem o apoio do Instituto de Mídia Étnica (IME), parceiro de todas as horas nessa jornada e uma referência nacional no debate sobre democratização da comunicação sob a perspectiva da inclusão dos afrobrasileiros. Foi por meio de curso do IME, em parceria com o UNFPA/ONU, na periferia de Salvador, que Enderson e seus amigos criaram uma ferramenta potente de comunicação, reconhecida no Brasil e exterior: o Mídia Periférica.

Fundado em 2010, esse grupo utiliza as ferramentas de comunicação para promover uma imagem positiva dos jovens negros que constantemente são violados de seus direitos na mídia tradicional. São mensagens de dentro para fora, e ao longo da trajetória podem ser destacados os dois programas na Web: I Love Periferica e Conversa de Quilombo; jornal comunitário em versão on line e impressa; e o projeto Postais da Periferia. O trabalho já é reconhecido a nível internacional e nacional, a exemplo do Prêmio Jovem Empreendedor – Laureate Brasil, e também o convite para integrar o Conselho Jovem do programa Câmara Ligada da Tv Câmara.

Desafios da EBC
A EBC foi criada em 2007 para fortalecer o sistema público de comunicação, é gestora dos canais TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Radioagência Nacional e do sistema público de Rádio – composto por oito emissoras. Nos próximos anos o grande desafio é produzir um conteúdo que possa ser mais reconhecido pela sociedade. Programas como Estação Periferia, Outro Olhar e finalização do pitching para o Diversidade Religiosa: Panorama são exemplos dos esforços para superar barreiras e aproximar novos públicos das tv's, rádios e portais associados ao sistema público.

Nessa jornada, a participação de Enderson Araújo pode auxiliar no aprofundamento de parâmetros do jornalismo participativo da EBC, e também alargar o conceito de produção de independente para aqueles que não estão nos círculos consolidados de fomento público e associação empresarial. Ou seja, fazer com que a EBC construa novas narrativas que possam dar conta de dar voz aos movimentos sociais negros, os jovens do Hip Hop, a cultura marginal, os empreendedores de periferia, enfim, abrir para o discurso dos que nunca tiveram espaço no circulo dos especialistas em comunicação.

Nos seus 7 anos de vida a EBC tem feito esforços na contratação de profissionais, investimento em infraestrutura e tecnologia, e também parceria com as demais emissoras de caráter público no país. Construiu uma estrutura complexa, passível também de avaliações técnicas a que o mandato de Enderson terá apoio de parceiros, dentro do movimento negro e de jovens comunicadores, para tomar decisões substanciadas e que reflita o novo momento da comunicação comunitária.

Como apoiar a candidatura?
Caso você integre uma organização social juridicamente reconhecida, ou seja, com CNPJ, você pode se inscrever no processo eleitoral até o dia 23 de fevereiro. O mecanismo é simples, basta enviar documentação da entidade e preencher formulário com os nomes indicados, mais informações no site do Conselho Curador da EBC (aqui). Outra forma de apoiar é enviar seu nome, coletivo ou organização a que participa para enderson.nato@gmail.com e integrar uma lista de apoio público a candidatura.

http://midiaperiferica.blogspot.com.br
http://facebook.com/enderson.nato
http://facebook.com/midiaperiferica

sábado, 16 de novembro de 2013

Mídia x Periferia - Sarau da Onça

Dando continuidade aos encontros do mês onde reafirmamos a nossa identidade e “consciência negra”, o Sarau da Onça neste sábado (16) se reúne para além do encontro poético e artístico, debater junto com profissionais da área de comunicação “O olhar da mídia sobre a periferia”.

O bate-papo ficará por conta das jornalistas Arla Coqueiro, chefe de jornalismo da Rede Record Ba, Kátia Borges, editora da Revista Muito (Jornal A Tarde), Sueide Kintê, do Coletivo Flores de Dan, além do radialista Dj Branco, do programa Evolução Hip Hop na Rádio Educadora e Valdeck Almeida, do Projeto Fala Escritor.

Quanto a parte musical ficará por conta do grupo Opanijé e a banda Cabeça de Radiola, que se apresenta pela primeira vez na toca da Onça.

Sarau da Onça – Novembro Negro

3ª Noite – “O olhar da mídia sobre a periferia”

Local: Anfiteatro Abdias Nascimento
Endereço: Novo Horizonte (Grande Sussuarana) 59C
Centro Pastoral Afro Padre Heitor (Cenpah) – Prox. A Escola da Providência
Entrada: Gratuita | Microfone Aberto

FONTE: DIVULGAÇÃO FACEBOOK

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

6ª edição do circuito de rimas Improvisadas – 3° Round


A Batalha de rimas 3° round que começou com o intuito de levar rima improvisada as ruas do Centro histórico de Salvador, realizará mais uma edição. No mês em que celebraremos o Dia da Consciência Negra(20/11) e o Dia Mundial do Hip Hop (12.../11), a 6ª edição do circuito além da roda de break e grafite, conta com a presença do MC CDois, a DJ Nai Sena e Família Ugangue. Coscarque que também participará do circuito, fala sobre a importância do evento nesse mês: “Essa edição no mês onde celebramos o dia mundial do Hiphop e o convite para reflexão da causa negra no Brasil e que chamamos de Dia da Consciência Negra é algo muito importante pelo fato do Hiphop hoje ser a mais potente ferramenta e instrumento de afirmação da Negritude no mundo.”

Dia 16/11 (sábado)
Praça Tereza Batista
19h
R$2,00

Então não fique de fora, venha curtir a rima que vem das ruas e gritar: #TERCERÔ !


Hellen Caroline do Mídia Periférica

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Somos Todos Douglas Rodrigues

Douglas Rodrigues é mais um jovem negro que tem sua vida levada, pelo braço armado do governo, a PM de São Paulo, aquela que mata mais que na guerra do Iraque, enquanto a Presidencia da República leva esperança a cidade sangrenta que é São Paulo com o lançamento do Plano Juventude Viva no ultimo dia 25/10, a PM e o Estado de SP, mata sem dó nem piedade e a única explicação é que matou por acidente, nossas mortes não podem ser meros acidentes, pois são verdadeiros extermínios contra nós, Jovens Negros de Periferia.
Em solidariedade a família, podemos atuar também nas redes sociais colocando a imagem abaixo como capa de nosso Facebook, pois a policia não matou somente o Douglas, mas todos nós jovens negros sangramos todos os dias com cada morte de nossos amigos.
Em Brasilia no ultimo dia 10 de outubro, em audiência pública no senado federal que tratou sobre a Violência contra a Juventude Negra no País, a Senadora Lídice da Mata - PSB -BA, se comprometeu em convocar os senadores para criar uma CPI mista no senado, para poder investigar as mortes de jovens negros, então podemos solicitar junto a senadora que essa CPI acompanhe o caso de Douglas e que pressionem o governo de São Paulo e a Policia Militar, para que esse policial seja punido e que não só o caso do Douglas, mas os de outros jovens que são levados de suas famílias diariamente, esses jovens tem cor, são negros e de periferia.

Coloque a imagem abaixo como capa, que aparecerá como se fosse a sua imagem, perguntando porque a policia te matou, pois a minha esperança e a de muitos outros jovens, se foram com o Douglas.

#SomosTodosDouglasRodrigues #DesmilitarizacaoJá #ForaAlckimin

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Programa I Love Periferia (Teaser) - Mano Brown no Capão Redondo

"A periferia está cada vez mais nociva aquela sociedade que quis por muito tempo calar a voz dos oprimidos, o Mídia Periférica lançou um teaser do programa de Web Tv I Love Periferia, a roteirização da entrevista foi do Enderson Araujo, fundador do Mídia Periférica, já a edição do material está sobre o encargo do Rodrigo Sousa, do coletivo Paulista Mundo em Foco, Enderson e Rodrigo se conheceram na entrega do Premio Laureate de Empreendedores Sociais, logo nasceu uma parceria entre estes dois baianos arretados, Rodrigo é erradicado na periferia de São Paulo, e é produtor de cinema.
Para Enderson, entrevistar o Mano Brown, dentro de sua comunidade e sem o recorte de "artista" foi sensacional: "Falar com o Brown, sobre sua infância no Capão Redondo e como foi crescer lá, para mim foi fantástico, não foi uma entrevista, foi uma troca de ideia filmada, e o melhor, sem script". No mês de novembro, o programa I Love Periferia ficará pronto na integra e terá um lançamento em grande estilo, essa produção teve a parceira da produtora do Mano Brown, a Boogie Naipe.
Em breve esse "Moleque Atrevido" irá estrelar o I Love Periferia, fazendo valer o nosso direito de se comunicar, de informar e desmarginalizar a periferia, mostrando o que nela há de valor"

Prévia da entrevista cedida ao Mídia Periférica, pelo artista Mano Brown do grupo Racionais, lá no Capão Redondo, periferia de São Paulo.
http://correionago.ning.com/video/i-love-periferia-promo-enderson-entrevista-mano-brown

Fonte: Auê Entretenimento