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Oficina de Audiovisual - Mídia Periférica
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Neste
final de semana o Mídia Periférica realizou a Oficina de Comunicação
Comunitária (Audiovisual) durante a “Oficina Criativa Jovem Negro Vivo”, uma
realização da Anistia Internacional Brasil com o apoio do Instituto Oyá,
Conjunto Pirajá I – Salvador/BA onde o evento aconteceu.
A
Oficina Criativa teve como objetivo valorizar a potência da juventude negra e
da periferia, potencializando experiências de empoderamento e visibilidade.
Além de refletir sobre a violência que atinge o jovem negro. O evento reuniu mais
de 40 jovens de coletivos culturais e sociais da capital e região metropolitana.
Além da oficina de audiovisual outras ocorreram paralelamente ao longo dos dois
dias: Estética Negra, Serigrafia/Estampa, Texto/Poesia, Dança e Capoeira.
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No
sábado (16) Enderson Araújo e Bruna Calazans apresentaram a proposta da Oficina
de Audiovisual e deram início às atividades com a exibição de vídeos sobre a Campanha
Jovem Negro Vivo, apresentação de dados do Mapa da Violência de 2014 e reflexão
sobre a responsabilidade da mídia hegemônica nesse contexto de violência contra
a juventude negra, através do sensacionalismo e reprodução dos estereótipos e
estigmas. Tivemos a contribuição de Rebeca Lerer na
discussão sobre a política de drogas, criminalização, legalização e controle, ela que é jornalista, ativista, coordenadora de campanhas da Anistia e especialista na área de política sobre drogas.
No
final da tarde foi proposta a criação de um brainstorming (chuva de ideias)
para que os jovens pensassem como a comunicação alternativa pode construir narrativas
de enfrentamento a essa violência que nos atinge diariamente, utilizando
ferramentas ao nosso alcance (notebook e celular).

Salvador
é a terceira capital a receber a oficina criativa que faz parte da Campanha
Jovem Negro Vivo, realizada antes no Rio de Janeiro e Brasília. Uma iniciativa
muito importante para refletirmos que a violência tem cor, idade, sexo e
território. Nós, juventude negra, estamos morrendo todos os dias. No Brasil são
30 mil jovens são mortos por ano, desses 93% são homens e 77% negros, 82 jovens
por dia e 7 a cada duas horas (Dados do Mapa da Violência de 2014). E quem se importa?A indiferença é grande.
A mídia também contribui com esse cenário,
reproduzindo a violência. Nós negros somos suspeitos em potencial, somos alvos
de homens fardados que nos taxam como perigosos e se valem dos autos de
resistência para legitimar nossas mortes, que são banalizadas e naturalizadas. A
violência na periferia é institucionalizada! Por isso precisamos ocupar espaços
como esse para pensarmos formas de denúncia, disseminação de nossas vozes,
resistência e luta pela juventude negra viva.
Nós por Nós! #JovemNegroVivo
Webjornal "Periferia em Rede - Black TV":
Âncoras: Adriele do Carmo e Brendo Araújo
Reportagem: Laiane Almeida, Mariana Reis e Michele Menezes
Colaboração: Nelson Mendes
Edição: Franciele Viana
Direção: Bruna Calazans e Enderson Araújo
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